Páginas

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A pomba e a formiga

Uma pomba alimentava-se na beira de um rio. De repente, viu uma formiga cair na água.
- Socorro! Socorro! - gritava o pequeno inseto.
A pomba, caridosa e amiga, estivou um raminho na direção da formiga. E, assim, salvou-a da morte certa.
Satisfeita, a formiga agradeceu o gesto nobre da ave:
- Obrigada, dona Pomba. Se não fosse a senhora, eu teria virado almoço de peixe!
- De nada! Tenho certeza que, se pudesse, você faria o mesmo por mim!
As duas se despediram e seguiram seu caminho.
Alguns dias depois, um camponês, armado com uma espingarda, preparava-se para atirar na pomba. Distraída, a ave estava de costas e não percebeu o perigo que corria. O homem estava quase apertando o gatilho, comemorando o seu almoço certo, quando levou uma ferroada no calcanhar.
A dor foi tão grande que ele largou a espingarda e gritou:
- Aiiiii!!!
A pomba saiu voando dali em disparada, enquanto a formiga comemorava seu feito:
- Missão cumprida!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Os dois burros

   Dois burros seguiam pela mesma estrada. Um era do banqueiro e o outro era do padeiro.
   O burro do banqueiro se achava o tal. Porte de príncipe, andar elegante, olhar superior. No lombo, ele levava sacos de dinheiro. Tlim-tlim-tlim - tocava a sinetinha prateada em seu pescoço.
   O burro do padeiro não se achava melhor nem pior do que os outros burros. Seguia com calma, como se fosse amigo de todas as pedras do caminho. Seu trabalho era carregar sacos de farinha. se visse um pássaro bonito no céu, ah... ele parava pra olhar. E, quase sempre, ficava pra trás.
   Quando o ladrão dos caminhos empoeirados apareceu, não teve dúvidas. Bastou ver a pompa do burro do banqueiro para atacá-lo sem perdão.
    O animal tentou se defender, mas levou várias facadas. Sem a pequena fortuna, machucado e arrasado, o burro do banqueiro reclamou aos céus:
    - Isso lá é coisa para acontecer com alguem especial como eu?
    - Se você servisse a um simples padeiro, como eu, poderia estar são e salvo! - disso o outro burro.
                                        A arrogância costuma levar ao infortúnio.

Retirado do livro "Fábulas de Jean de La Fontaine"

terça-feira, 19 de julho de 2011

A galinha dos ovos de ouro

O matuto João Tibiriçá descobriu no seu quintal uma galinha que punha ovos de puro ouro. Ovos que não serviam para fazer omelete, mas valiam uma fortuna.
- Estamos ricos - comemorou. - vou matar aquela galinha agora mesmo. Por certo, ela deve ser toda dourada por dentro!
- Pois eu acho que você não devia fazer isso. Se ela continuar colocando alguns ovos de ouro por semana, ficaremos ricos com o tempo - disse a esposa.
- E esperar pra quê, mulher? Você vai me agradecer quando
E, assim, João Tibiriçá matou a galinha que punha ovos de ouro. Decepcionado, descobriu que por dentro ela era igualzinha ás outras galinhas que colocavam ovos com gemas amarelas e claras transparentes.
- Adeus, riqueza! - não parava de repitir o matuto, enquanto fugia das vassouradas da mulher.


Quem tenta forçar demais a sorte colhe infortúnio.
Fábula de Esopo

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O burro na pele do leão

Era uma vez um burro que estava cansado de ser burro.
Como não tinha tamanho para tamanho para ser um elefante, muito menos uma girafa,decidiu ser um leão.
Aquele era um burro sortudo, pois no mesmo dia encontrou uma pele de leão na mata. Então, vestiu a pele e foi passear pela floresta.
  A cada passo que dava, ele se sentia como o verdadeiro rei das selvas. Ninguém zombou dele ou pensou em usar seu lombo para carregar sacos de comida. E, pela primeira vez na vida, ele não teve de ouvir piadas sobre burros.
No dia seguinte, encontrou o seu dono e resolveu pregar-lhe uma peça. Avançou em sua direção e urrou como um leão.
Bem... ele tentou urrar como um leão, mas zurrou como um burro.
O homem desconfiou e, observando-o melhor, descobriu que o estranho animal tinha orelhas grandes e pontudas. Orelhas de burro!
- Isso está me cheirando a tramoia! Esse deve ser o burro Adamastor, que fugiu ontem do sítio - esbravejou o homem.
Num gesto rápido, puxou a pele do leão.
- Ah, eu sabia... Pois agora você vai conhecer o maior domador de leões de todos os tempos!
Então. o homem colocou a pele de leão sobre o lombo do burro e, montado sobre o bicho, trotou pra casa, chicoteando o animal com força.
- Eiaaaaa! Eiaaaaa! Eiaaaaa!

Não basta mudar a aparência se a natureza permanece a mesma.
Fábula de Esopo